WASHINGTON (12.set.2025) – A Air Line Pilots Association (ALPA) solicitou à Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) que negue o pedido de isenção apresentado pela startup Rainmaker Technology, que pretende utilizar pequenos drones equipados com sinalizadores de semeadura de nuvens.
Em documento enviado ao órgão regulador, o sindicato argumenta que a proposta “não demonstra nível de segurança equivalente” ao exigido pela legislação atual e representa “risco extremo” às operações aéreas. A FAA ainda não se manifestou sobre o assunto.
Pedido de isenção
A Rainmaker requereu, em julho, autorização para operar o quadricóptero Elijah transportando dois tipos de sinalizadores — um de combustão no próprio dispositivo e outro ejetável — que liberam partículas capazes de induzir precipitação. As regras vigentes proíbem drones de pequeno porte de carregar materiais perigosos; por isso, a empresa busca uma exceção.
O Elijah pode chegar a 15.000 pés (cerca de 4.570 metros) de altitude, faixa que se encontra em espaço aéreo controlado, utilizado regularmente por voos comerciais. Para operar nesse nível, seria necessária autorização do Controle de Tráfego Aéreo. A companhia afirma que voará em espaço aéreo não controlado (Classe G) “salvo autorização em contrário”, mas o sindicato sustenta que o pedido não especifica claramente locais nem altitudes exatas das missões.
Preocupações de segurança
A ALPA também questiona o uso dos sinalizadores, citando possíveis detritos em queda, risco de incêndio e falta de estudos sobre o impacto ambiental dos agentes químicos liberados. O sindicato ressalta que a petição não apresenta modelagem de trajetória para as cápsulas ejetadas nem análise detalhada dos efeitos sobre o meio ambiente.
Segundo a Rainmaker, as operações ocorreriam sobre áreas rurais e propriedades de parceiros privados. A empresa argumenta que drones, operados remotamente por equipes treinadas, podem reduzir riscos em relação a aviões tripulados.
Prática já consolidada com aviões
A semeadura de nuvens com aeronaves tripuladas é comum no oeste dos Estados Unidos desde a década de 1950, contratada por agências estaduais, resorts de esqui e distritos de irrigação. O método utiliza, em geral, partículas de iodeto de prata para estimular a formação de cristais de gelo e precipitação.
O posicionamento da FAA sobre o pedido da Rainmaker deve definir os parâmetros para futuras iniciativas de modificação climática usando sistemas aéreos não tripulados.
Com informações de TechCrunch
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