Rodatherm Energy saiu do modo sigiloso nesta segunda-feira (15) com um aporte de US$ 38 milhões em rodada Série A e o plano de construir uma usina-piloto de 1,8 MW em Utah até o fim de 2026.
A empresa diferencia-se ao instalar um circuito fechado — provavelmente de aço — preenchido por um fluido refrigerante, em vez da água normalmente usada por outras companhias de geotermia avançada para transportar calor do subsolo.
O investimento foi liderado pela Evok Innovations e contou com a participação de Active Impact Investments, Giga Investments, Grantham Foundation for the Protection of the Environment, MCJ, TDK Ventures, Tech Energy Ventures e Toyota Ventures.
Concorrência acirrada
O setor já reúne rivais como Fervo Energy, Sage Geosystems, XGS Energy e Quaise.
A Fervo Energy é considerada a líder do segmento, com quase US$ 1 bilhão captado. A companhia deve concluir a primeira fase de 100 MW da usina Cape Station no próximo ano e adicionar outros 400 MW em 2028, além de ter contrato para fornecer energia aos centros de dados do Google. Já a XGS Energy assinou acordo com a Meta para desenvolver um projeto de 150 MW no Novo México.
Eficiência e desafios
Segundo a Rodatherm, o circuito fechado com refrigerante pode ser 50% mais eficiente do que sistemas baseados em água. A patente da startup indica que o desenho elimina filtros contra detritos — comuns em sistemas abertos — e reduz o consumo de água.
Por outro lado, a complexidade do sistema deve ampliar os custos de perfuração e instalação. A empresa aposta que o ganho de eficiência compensará as despesas extras, questão que só poderá ser verificada após a conclusão do poço.
Próximos passos
Os recursos da Série A serão usados na perfuração e montagem do projeto em Utah, cujo fornecimento de eletricidade já foi comprometido à Utah Associated Municipal Power Systems.
Palavras-chave: Rodatherm, geotermia, circuito fechado, refrigerante, Evok Innovations, Série A, Utah, eficiência energética
Com informações de TechCrunch





