O criminalista Luiz Fernando Pacheco, 51 anos, foi encontrado inconsciente na madrugada de quarta-feira (1º) na rua Itambé, bairro Higienópolis, região central de São Paulo. Socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado à Santa Casa, ele não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
Sem portar documentos, Pacheco permaneceu cerca de 36 horas como desconhecido. A identificação só ocorreu no Instituto Médico Legal (IML) Ricardo Gumbleton Daunt por meio de impressão digital.
A Polícia Civil apura a ocorrência como possível latrocínio (roubo seguido de morte). Imagens de câmeras de segurança mostram o advogado deixando um bar e, em seguida, entrando em luta corporal com um casal. Nas gravações, o homem parece aplicar um golpe de imobilização antes da vítima cair ao chão.
Uma testemunha relatou à Polícia Militar ter encontrado Pacheco desacordado e com dificuldades para respirar no local onde teria sido agredido. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a principal hipótese é de agressão durante assalto, seguida de queda que provocou convulsões.
Agentes do 4º Distrito Policial (Consolação) prenderam um homem e uma mulher suspeitos de participação no crime. Um terceiro envolvido é procurado.
Pacheco era um dos fundadores do grupo Prerrogativas e atuava há mais de duas décadas na área criminal. Ganhou projeção nacional ao defender o ex-presidente do PT, José Genoino, no julgamento do mensalão.

Imagem: FERNANDO BIZERRA JR
O corpo foi velado nesta sexta-feira (3) na sede da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP). O presidente da seccional, Leonardo Sica, lamentou a perda: “Perdemos um amigo ímpar e um guerreiro do bem. A Ordem está em luto e o melhor que faremos é seguir honrando a luta pelo direito de defesa e das prerrogativas da advocacia”.
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Com informações de Gazeta do Povo





