CLEMSON, Carolina do Sul – Com campanha de 1–3 em 2025, o Clemson Tigers chega ao duelo de sábado, ao meio-dia (horário de Brasília), contra a igualmente irregular North Carolina (2–2), exibindo o pior começo de temporada desde 2004 e ouvindo do próprio técnico Dabo Swinney que houve “falha absoluta de treinamento”.
Swinney, vencedor de dois títulos nacionais na década passada, admitiu a responsabilidade: “Começa por mim, porque fui eu quem contratou e capacitou todos”. O tom contrasta com anos recentes, quando o treinador costumava reagir a maus resultados com otimismo.
Sequência de arranques lentos
Entre 2021 e 2024, Clemson começou devagar, mas reagiu. Agora, após a derrota em casa para Syracuse há duas semanas, ex-jogadores demonstraram impaciência. “Já nem é zebra”, escreveu o ex-defensivo Xavier Thomas nas redes sociais.
Queda de Cade Klubnik
Cotado à pré-temporada para o Heisman, o quarterback Cade Klubnik soma seis touchdowns e quatro interceptações em quatro jogos. Ex-lineman e analista da ACC Network, Eric Mac Lain avalia que o problema não é físico: “Há recebedores livres, ele vê, mas a bola não sai”. Swinney também criticou leituras básicas e lembrou que, impulsionado pelo NIL, o atleta é um dos mais bem pagos do elenco: “Se Klubnik não for um ‘dude’, não vamos ganhar”.
NIL, portal e comissão técnica
O debate sobre Name, Image and Likeness (NIL) ganhou força após o ex-All-America Shaq Lawson afirmar que “não há cachorros” no elenco. Swinney, antes acusado de resistência à nova era, contratou o coordenador ofensivo Garrett Riley em 2023, o defensivo Tom Allen nesta intertemporada e buscou no portal o defensive end Will Heldt. Mesmo assim, a identidade em campo é questionada.
Riley foi criticado por praticamente abandonar o jogo terrestre no segundo tempo contra LSU, enquanto a defesa de Allen, com talentos como Heldt, Peter Woods e T.J. Parker, cedeu domínio da linha de scrimmage a Syracuse. Reforços como Tristan Smith e Jeremiah Alexander pouco produziram, e calouros promissores, entre eles T.J. Moore e Gideon Davidson, ainda não corresponderam.
Vozes de dentro e de fora
Ex-jogadores seguem defendendo o técnico. “Ele comprou tempo para ter tropeços”, disse o recebedor Hunter Renfrow. Já o ex-edge KJ Henry escreveu que os atuais atletas “querem vencer mais do que nós”.

Imagem: Internet
Adversários mantêm respeito. “É um programa, não apenas um time”, afirmou Elijah Robinson, coordenador defensivo de Syracuse. Um auxiliar que enfrentou Clemson nesta temporada disse não se surpreenderia se a equipe “vencer todos os jogos restantes”. Caso isso ocorra, os Tigers alcançariam novamente a marca de 10 vitórias, padrão da era Swinney.
Para Darien Rencher, ex-running back transformado em podcaster, a resposta em campo definirá o legado de 2025: “Manter o padrão Clemson é o que está em jogo”.
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Com informações de ESPN





