Washington – A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou o pedido de apelação apresentado por Ghislaine Maxwell e manteve a sentença de 20 anos de prisão imposta à ex-socialite britânica por tráfico sexual de menores.
Sem divulgar motivos, os magistrados decidiram não analisar o caso, encerrando, por ora, as possibilidades de revisão judicial da condenação de Maxwell, salvo um eventual indulto presidencial.
O advogado da ré, David Oscar Markus, afirmou à BBC que a defesa está “profundamente desapontada”, mas continuará avaliando outras medidas para “garantir que a justiça seja feita”.
Condenação por aliciamento de menores
Em dezembro de 2021, Maxwell foi considerada culpada de recrutar e preparar meninas, algumas com apenas 14 anos, para que fossem abusadas pelo ex-companheiro Jeffrey Epstein entre 1994 e 2004. O financista nova-iorquino morreu em uma prisão de Nova York em 2019.
Investigações em andamento
No último mês de julho, Maxwell prestou depoimento a agentes federais como parte de uma investigação sobre a rede de tráfico sexual operada por Epstein e eventuais cúmplices ainda não processados. Durante a oitiva, ela negou ter presenciado qualquer conduta inadequada do ex-presidente Donald Trump nas ocasiões em que ele esteve com Epstein.
Especulação sobre perdão
Circulam especulações de que Trump poderia conceder perdão a Maxwell, mas a Casa Branca declarou que “não há discussões ou concessão de clemência” em relação ao caso.

Imagem: Internet
Situação carcerária
Após o depoimento, Maxwell foi transferida para a FPC Bryant, unidade prisional de segurança mínima localizada a cerca de 160 quilômetros de Austin, no Texas.
Os autos do grande júri que investigou Epstein seguem sob sigilo e alimentam pressões políticas para que sejam divulgados.
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Com informações de BBC News





