Tel Aviv – Dois anos após o sequestro do soldado israelense não combatente Tamir Nimrodi, sua mãe, Herut Nimrodi, afirma que ainda não sabe se o filho está vivo ou morto, mas deposita “esperança real” no plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para garantir a libertação de todos os reféns mantidos na Faixa de Gaza.
Em entrevista à BBC, Herut contou que teme o pior, mas se agarra à possibilidade de que “ele ainda esteja resistindo” desde o rapto, em 7 de outubro de 2023. Tamir, então com 18 anos e oficial de educação do Exército israelense, é o único refém israelense cuja família não recebeu qualquer informação sobre sua situação.
Negociações ganham impulso
O plano americano, com 20 pontos, prevê a libertação de todos os reféns — vivos ou mortos — na primeira fase. Conversas indiretas entre Hamas e Israel devem prosseguir nesta terça-feira para tentar selar o acordo e encerrar a guerra.
“Tentam chegar a um entendimento há bastante tempo, mas nada avançou. Desta vez parece diferente”, disse Herut. “É urgente libertar os reféns, inclusive os que já morreram, para que as famílias tenham algum fechamento.”
Último contato e vídeo do sequestro
A mãe recorda que viu o filho pela última vez em um vídeo divulgado nas redes sociais no próprio 7 de outubro, no qual ele aparece de pijama, descalço e sem óculos — item essencial para sua visão. Naquele dia, às 06h49, Tamir havia enviado mensagem relatando “foguetes sem parar” na fronteira norte de Gaza e prometendo voltar para casa assim que possível. Vinte minutos depois, foi levado em um jipe para o território palestino.
Reféns que permanecem em Gaza
Dos 251 sequestrados naquela data, 47 continuam em Gaza, e 20 são considerados vivos. O paradeiro do nepalês Bipin Joshi também segue desconhecido.

Imagem: Internet
Mobilização em Israel
No sábado à noite, Herut juntou-se a dezenas de milhares de pessoas em Tel Aviv para cobrar a implementação do acordo. Com uma camiseta estampando o rosto sorridente e de óculos do filho, ela apelou ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu: “Faça o que é certo — traga os reféns para casa e traga paz para a região”.
O ataque de 7 de outubro de 2023 deixou cerca de 1.200 mortos em Israel, segundo autoridades locais, além dos sequestros. A ofensiva israelense subsequente já provocou mais de 67 mil mortos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, deslocando quase toda a população e destruindo grande parte da infraestrutura.
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Com informações de BBC





