São Paulo – A StandWithUs Brasil, organização dedicada à educação sobre Israel, veiculou neste domingo (12) anúncios de página inteira na Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo para pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a se envolver mais diretamente na situação de reféns e na proteção da comunidade judaica brasileira.
Os textos afirmam que, após dois anos de guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, Lula teria sido omisso em diversas frentes. A entidade aponta que o presidente não recebeu sobreviventes brasileiros do ataque de 7 de outubro de 2023, não se encontrou com parentes dos mortos, evita classificar o Hamas como organização terrorista e, apesar de falar sobre diversidade, não dialoga com representantes judeus no país.
“É urgente demonstrar que a luta pela diversidade abrange judias e judeus brasileiros. Lula é presidente do Brasil, o que inclui 120 mil judeus no país”, diz um trecho da peça publicitária. O anúncio reforça que a defesa das minorias “não pode ser apenas um discurso eleitoral”.
Em publicação no Instagram, a StandWithUs Brasil reiterou as críticas, mencionando “discursos problemáticos” do chefe do Executivo sobre judeus brasileiros e a recusa em encontrar familiares das vítimas.
Familiares de reféns criticam diplomacia brasileira
A cobrança se soma a declarações de Rafael Azamor, representante no Brasil do Fórum das Famílias dos Sequestrados e Desaparecidos. Em entrevista concedida no sábado (11), ele afirmou que os esforços diplomáticos de Brasília “foram pouco percebidos” ao longo do conflito.
Azamor citou o caso do brasileiro-israelense Michel Nisenbaum, sequestrado e morto por terroristas enquanto dirigia para ver a neta, de quatro anos, em 7 de outubro de 2023. Segundo o porta-voz, apesar de nota oficial em que o Itamaraty lamentou o crime e prometeu continuar “lutando pela libertação de todos os reféns”, não houve contato posterior com a família. “Nenhum telefonema, nenhuma atualização, nem mesmo após a confirmação da morte. Isso deixou a família com uma amarga sensação de abandono”, disse.

Imagem: Isabella de Paula Bruno Sznajderman
Além de Nisenbaum, o ataque do Hamas ao festival de música eletrônica Nova resultou na morte dos brasileiros Bruna Valeanu, 24, Ranani Glazer, 24, e Karla Stelzer, 42.
Até o momento, o Palácio do Planalto não comentou as críticas feitas pela StandWithUs Brasil nem pelas famílias dos reféns.
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Com informações de Gazeta do Povo





