A atual convenção coletiva de trabalho (CBA) da WNBA expira em 31 de outubro de 2025. Dirigentes da liga, liderados pela comissária Cathy Engelbert, e representantes da Associação de Jogadoras (WNBPA) seguem negociando um novo acordo, mas ainda há divergências significativas nos pontos centrais.
Principais reivindicações das atletas
A WNBPA prioriza a implantação de um modelo de divisão de receitas que aumente proporcionalmente ao crescimento do negócio, em vez de percentuais fixos para todo o período do contrato. O aumento dos salários também é pauta chave.
Segundo a presidente do sindicato, Nneka Ogwumike, as jogadoras querem “uma porcentagem que cresça junto com a liga”. A ala Satou Sabally (Phoenix Mercury) afirma que a proposta atual “não nos inclui no crescimento do campeonato”.
Proposta da liga
Informações de bastidores indicam que a WNBA ofereceu elevação drástica no teto salarial e no supermáximo — que poderia chegar a US$ 850 mil —, mantendo, porém, o mesmo formato de reajuste anual pré-definido. O salário mínimo para veteranas ficaria em torno de US$ 300 mil.
Ameaça de lockout
Embora nunca tenha ocorrido paralisação na história da liga, atletas como Sophie Cunningham (Indiana Fever) já falam em não entrar em quadra caso não se chegue a um acordo. Extensões de prazo, como a que ocorreu em 2020, continuam possíveis.
Valorização das franquias e novo contrato de mídia
O salto no valor das equipes reforça a demanda por maior participação nos lucros. O Las Vegas Aces foi comprado por US$ 2 milhões em 2021 e hoje é avaliado em US$ 310 milhões; o New York Liberty pulou de até US$ 14 milhões para cerca de US$ 450 milhões.
Em 2026 entra em vigor um acordo de 11 anos de direitos de transmissão com Disney, Amazon Prime Video e NBCUniversal, estimado em US$ 2,2 bilhões, valor que pode chegar a US$ 3 bilhões com novos parceiros. O contrato poderá ser revisado após três temporadas.

Imagem: Internet
Tensões internas
Engelbert foi vaiada durante a entrega do troféu às campeãs de 2025, e críticas públicas da ala Napheesa Collier (“pior liderança do mundo”) acirraram o clima. A comissária nega declarações atribuídas a ela sobre jogadoras como Caitlin Clark. O comissário da NBA, Adam Silver, reconheceu “dores de crescimento” e disse acreditar em um novo CBA.
Calendário da entressafra
A WNBA planeja eventos importantes, que podem ser impactados em caso de atraso nas negociações:
- Novembro/Dezembro: loteria do draft e draft de expansão (Portland Fire e Toronto Tempo estreiam em 2026).
- 5 de janeiro: início da segunda temporada da liga 3×3 Unrivaled, criada por Collier e Breanna Stewart.
- 11 de janeiro a 1.º de fevereiro: janela de free agency.
- 14 de abril: draft da WNBA.
- 27 de abril: abertura dos training camps.
- 16 de maio: início previsto da temporada 2026.
Palavras-chave: WNBA, CBA, negociação, salários, receita, lockout, Cathy Engelbert, Nneka Ogwumike, direitos de TV, expansão
Com informações de ESPN





