Belo Horizonte – Anunciada em 18 de agosto, a pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à Presidência da República ainda não se refletiu em crescimento nas pesquisas de intenção de voto para 2026.
Zema vem percorrendo o país para apresentar seu histórico empresarial, exibir resultados dos quase sete anos à frente do governo mineiro e discutir estratégias para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As agendas, porém, têm ocorrido em espaços restritos a associações comerciais, entidades de classe e encontros com lideranças políticas locais.
Desempenho nas pesquisas
<p Levantamento Genial/Quaest divulgado em 8 de outubro mostra o governador em cinco cenários estimulados. O melhor resultado aparece quando disputa com Lula e Eduardo Bolsonaro (PL), somando 11%. Nos demais, varia de 3% a 5%. Já Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Junior (PSD) alcançam 19% e 17%, enquanto Ronaldo Caiado (União Brasil) registra 10%.
Em simulação de segundo turno contra Lula, Zema obtém 32% ante 47% do petista. Em relação à sondagem de maio, o mineiro oscilou de 33% para 32%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Baixo conhecimento fora de Minas
A mesma pesquisa indica que 52% do eleitorado nacional ainda não conhece Zema; em janeiro, eram 62%. Mesmo ganhando notoriedade, a intenção de voto não subiu: 14% afirmam que votariam nele, contra 15% no início do ano. O percentual dos que o conhecem mas não votariam passou de 23% para 34%.
Para o cientista político Adriano Cerqueira, do Ibmec Belo Horizonte, os principais desafios são conquistar o público ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, aumentar a projeção nacional e assegurar uma estrutura partidária robusta, algo que o Novo não oferece.
Busca por alianças
Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país com mais de 16 milhões de eleitores, pode impulsionar a trajetória de Zema, mas analistas avaliam ser necessária uma coligação. A sigla nunca integrou alianças em pleitos nacionais e teve desempenho modesto nas duas últimas eleições presidenciais: 2,5% em 2018 e 0,47% em 2022.
Conversas entre Zema e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, em Belo Horizonte, no início de outubro, abriram possibilidade de composição com a direita liderada por Kassab. O plano principal do dirigente é lançar Tarcísio de Freitas, tendo Ratinho Junior como alternativa. No arranjo discutido, Zema poderia ocupar a vice em uma chapa encabeçada por um dos dois.
A articulação inclui a provável filiação do vice-governador Mateus Simões (Novo) ao PSD para disputar o Palácio da Liberdade em 2026. A aliança garantiria palanque estadual a Simões e ampliaria a visibilidade nacional de Zema, além de fortalecer o PSD em Minas e reduzir o espaço do PT na negociação de apoio ao senador Rodrigo Pacheco (PSD).
Cerqueira avalia que o governador mineiro não descarta integrar uma chapa presidencial, mesmo que não seja cabeça de chapa, alinhando o projeto nacional à sucessão estadual.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre 2 e 5 de outubro de 2025, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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Com informações de Gazeta do Povo





