São Paulo, 16 de outubro de 2025 – O Spotify anunciou nesta quinta-feira uma série de parcerias com as principais gravadoras globais — Sony Music, Universal Music Group, Warner Music Group e Merlin — para desenvolver produtos de inteligência artificial focados em garantir remuneração justa e dar aos artistas controle sobre o uso de suas obras.
Segundo a plataforma de streaming, os novos recursos serão criados de forma “responsável”, respeitando direitos autorais e permitindo que cada músico decida se quer ou não adotar as ferramentas de IA. Detalhes de funcionamento não foram divulgados, mas a empresa já oferece experiências de geração de conteúdo, como o DJ de IA que seleciona faixas personalizadas e a criação de playlists por comandos de texto.
A iniciativa surge após críticas recebidas quando uma banda gerada por IA ganhou popularidade no serviço, levantando questionamentos sobre o espaço da criatividade humana. Em setembro, o Spotify atualizou sua política de IA para coibir spam, bloqueando uploads em massa, conteúdos duplicados e manipulação de buscas. A companhia também aderiu ao padrão DDEX para rotular faixas produzidas com auxílio de inteligência artificial.
Os futuros recursos deverão permitir que artistas identifiquem o uso de suas composições em criações geradas por IA e recebam pagamentos correspondentes. A expectativa é expandir o sistema, gradualmente, a demais detentores de direitos e distribuidores.
Em nota, o Spotify reforçou a defesa do copyright: “Algumas vozes do setor tecnológico acreditam que o direito autoral deveria ser abolido. Nós discordamos”. A empresa argumenta que, se o mercado da música não liderar a adoção de IA, a inovação ocorrerá “sem direitos, consentimento ou compensação”.
Para acelerar o desenvolvimento, a plataforma criou um laboratório de pesquisa em IA generativa e uma equipe dedicada a novos produtos. O trabalho nas primeiras ferramentas já começou, e outras soluções estão previstas para os próximos meses.
Palavras-chave: Spotify, IA, música, direitos autorais, gravadoras, artistas, Sony, Universal, Warner, Merlin
Com informações de TechCrunch





