São Paulo, 20 de outubro de 2025 – A criadora do jogo de cartas Cards Against Humanity encerrou, por meio de acordo confidencial, o processo por invasão de propriedade que movia contra a SpaceX havia um ano.
A disputa envolvia um terreno às margens do Rio Grande, no condado de Cameron, Texas, comprado pela empresa em 2017. O espaço foi adquirido com recursos de 150 mil apoiadores, que doaram US$ 15 cada, totalizando US$ 2,25 milhões, com o objetivo de impedir a construção do muro fronteiriço proposto pelo então presidente Donald Trump.
O terreno fica ao lado do complexo de lançamentos Starbase, onde a SpaceX constrói seus foguetes. Em 2024, a desenvolvedora do jogo acusou a companhia aeroespacial de invadir a área e depositar equipamentos e materiais de construção sem autorização.
Nos autos, a Cards Against Humanity pedia US$ 15 milhões em indenização e chegou a prometer até US$ 100 a cada doador, caso vencesse a ação. Com o acordo agora firmado, os participantes não receberão dinheiro; a empresa oferece, em troca, um minipacote exclusivo de cartas com temática sobre Elon Musk.
Em nota, a Cards Against Humanity declarou estar “feliz por ter enfrentado um valentão como Musk” e informou que a SpaceX já retirou todo o maquinário da área. A proprietária do jogo também disse trabalhar para devolver o terreno ao “estado natural, livre de lixo espacial e de muros sem sentido”.
Segundo a empresa, a fase de descoberta do processo confirmou a invasão por parte da SpaceX. Apesar da confiança em vencer no júri, a equipe jurídica avaliou que os custos de um julgamento superariam o valor provável da indenização, já que a lei texana não garante reembolso de honorários.
O caso avançava rapidamente e o julgamento estava marcado para novembro. O encerramento põe fim a mais um confronto judicial envolvendo empresas de Elon Musk, que, apesar da postura combativa, tem recorrido a acordos em diversas ações recentes.
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Com informações de TechCrunch





