São Francisco, 22 de outubro de 2025 – A OpenAI apresentou nesta terça-feira (22) o Atlas, navegador que integra o ChatGPT como ponto de partida para buscas e respostas na web. O anúncio foi feito durante transmissão ao vivo e marca a entrada da companhia em um mercado que já conta com soluções de IA de empresas como The Browser Company (Dia), Opera (Neon), Perplexity (Comet) e Strawberry, apoiada pela General Catalyst.
Disponível inicialmente para macOS, o Atlas chegará em breve a Windows, iOS e Android – os mesmos sistemas nos quais o ChatGPT já opera. Diferentemente de rivais que adotaram convites, a OpenAI liberou o download para todos os usuários, buscando alcançar até 800 milhões de pessoas que utilizam o ChatGPT semanalmente.
ChatGPT como página inicial
Segundo a empresa, o objetivo não é aprimorar a experiência de navegação tradicional, mas tornar o ChatGPT a primeira interface de pesquisa, reduzindo a dependência de mecanismos como o Google. Assim como outros navegadores baseados em IA, o Atlas substitui a digitação de consultas em motores de busca por perguntas diretas na barra de endereços, respondidas pelo chatbot.
“Acreditamos que a IA oferece uma oportunidade única, que surge a cada década, de repensar o que um navegador pode ser”, afirmou o CEO Sam Altman durante o evento. Para fortalecer esse conceito, o software incorpora um assistente de escrita flutuante em campos de texto e permite que o usuário cite múltiplos sites diretamente em conversas com o ChatGPT.
Integrações e recurso de memória
A OpenAI planeja integrar ao Atlas o App SDK, ferramenta que possibilita chamar aplicativos externos dentro do ChatGPT, ampliando a descoberta de serviços. Outro destaque é o recurso de memória: o navegador combina histórico de navegação e conversas com o chatbot para fornecer respostas contextualizadas. Exemplos incluem localizar automaticamente um documento de trabalho ou recuperar um link mencionado anteriormente.
Apesar das novidades, o Atlas não traz recursos comuns em browsers, como bloqueador de anúncios, VPN, modo de leitura ou tradução. Para tarefas como resumir artigos ou localizar trechos em uma página, o usuário deve solicitar ao ChatGPT, dando ao sistema mais informações sobre seus hábitos.

Imagem: Internet
Desafio de conquistar mercado
A estratégia mira reduzir a dependência de plataformas que podem limitar a distribuição do chatbot, como ocorreu quando a Meta proibiu ferramentas de terceiros no WhatsApp. O principal desafio, contudo, será convencer usuários habituados a Chrome, Safari ou Edge a adotar o novo navegador. Especialistas observam que o Atlas atende bem quem já trocou o Google pelo ChatGPT, mas terá de provar vantagem para conquistar bilhões de internautas.
Palavras-chave: OpenAI, Atlas, ChatGPT, navegador, inteligência artificial, busca, macOS, Sam Altman, App SDK, memória
Com informações de TechCrunch





