Os dois veículos utilizados pelos criminosos que executaram o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 68 anos, haviam sido roubados na capital paulista. A informação consta no boletim de ocorrência registrado após o homicídio ocorrido na tarde de segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral sul do estado.
Origem dos carros reforça rota dos autores
Ao confirmar que os automóveis vieram de São Paulo, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o grupo desceu à Baixada Santista exclusivamente para cometer o crime. Um dos carros foi encontrado incendiado horas depois, também na região litorânea.
Linhas de investigação
Os investigadores apontam duas possíveis motivações:
- Vingança por conta da atuação histórica de Fontes contra lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC);
- Retaliação de criminosos contrariados por medidas adotadas por ele quando chefiava a Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande.
Força-tarefa mobilizada
O governador Tarcísio de Freitas determinou empenho total das polícias, com força-tarefa integrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “É muita ousadia. Uma ação muito planejada”, afirmou o governador.
Como foi a execução
Imagens de câmeras de segurança mostram o carro de Fontes sendo perseguido até colidir com um ônibus. Na sequência, ao menos quatro criminosos desembarcam, disparam mais de 20 vezes e fogem. O ex-delegado ainda tentou escapar, mas morreu no local.
Trajetória de Ruy Ferraz Fontes
Formado em Direito, Fontes ingressou na Polícia Civil há mais de quatro décadas. Entre 2019 e 2022 chefiou a corporação, indicado pelo então governador João Doria. No começo dos anos 2000, participou da prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e atuou em diversos departamentos, incluindo DHPP, Denarc e Deic.

Imagem: Internet
Amigos e colegas relataram que Fontes não havia mencionado ameaças recentes. O procurador de Justiça Marcio Christino, último a falar com ele por telefone, disse estar “em choque”. Para o pesquisador Rafael Alcadipani, o crime demonstra o poder do crime organizado no estado.
As equipes do Deic e do DHPP seguem à procura dos executores e dos mandantes.
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Com informações de G1





