O Exército de Israel informou, nesta sexta-feira (data local), que um caixão contendo o corpo de um refém israelense foi transferido para a Cruz Vermelha no sul da Faixa de Gaza e segue “a caminho das tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF)” que atuam no território.
Em publicação na rede X, a IDF pediu que a população “aja com sensibilidade e aguarde a identificação oficial, que será comunicada primeiramente às famílias”. Segundo o comunicado, o Hamas está obrigado a “devolver todos os reféns falecidos” conforme o acordo de cessar-fogo em vigor.
Mais cedo, o grupo palestino havia anunciado que entregaria o corpo de um refém israelense nesta sexta. Ao longo da semana, foram devolvidos nove dos 28 corpos de reféns mortos em Gaza, além da libertação dos 20 reféns mantidos vivos.
O atraso na devolução de todos os corpos provocou críticas em Israel, embora os Estados Unidos afirmem não ver, até o momento, violação do acordo. A IDF não detalhou para onde o caixão será levado após o recebimento pela Cruz Vermelha. O jornal Times of Israel publicou que haverá uma breve cerimônia, conduzida por um rabino militar, ainda em Gaza; em seguida, os restos mortais seriam encaminhados a Tel Aviv para identificação.
Em nota, o Hamas disse manter o compromisso com o cessar-fogo e afirmou ter “interesse em entregar todos os corpos restantes”. A organização culpa o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por dificultar as buscas ao não autorizar a entrada de máquinas pesadas no enclave.
Netanyahu, durante cerimônia em memória às vítimas do ataque de 7 de outubro de 2023, declarou estar “determinado” a repatriar todos os reféns mortos e reforçou que Israel continuará combatendo o terrorismo “com força total”.
O cessar-fogo, mediado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também prevê a libertação de 250 palestinos detidos em prisões israelenses e de 1.718 presos na Faixa de Gaza.

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Diante da dificuldade em localizar todos os corpos, dois assessores sêniores de Trump disseram que os preparativos para a próxima fase do acordo seguem em curso e que Washington considera que o Hamas tem cooperado ao compartilhar informações.
O texto integral do pacto não foi oficialmente divulgado, mas uma versão vazada na imprensa israelense indica a possibilidade de que nem todos os restos mortais estejam imediatamente acessíveis.
O conflito começou após o ataque liderado pelo Hamas, em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel e resultou em 251 sequestrados. Desde então, a ofensiva israelense na Faixa de Gaza deixou pelo menos 67.967 mortos, de acordo com o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.
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Com informações de BBC News





