Estados Unidos e Austrália assinaram nesta segunda-feira um acordo para ampliar o fornecimento de terras raras e outros minerais considerados críticos, numa tentativa de diminuir o domínio da China nesse mercado.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, explicou que o entendimento apoiará uma carteira de projetos já prontos para execução, estimada em US$ 8,5 bilhões (A$ 13 bilhões; £ 6,3 bilhões), voltada à expansão das capacidades de mineração e processamento em seu país.
Segundo o texto-quadro divulgado, Washington e Canberra devem investir conjuntamente US$ 1 bilhão em iniciativas nos dois países nos próximos seis meses. O objetivo é acelerar três frentes principais, incluindo aportes norte-americanos em plantas de processamento em território australiano.
Atualmente, a China responde por cerca de 70 % da extração global de terras raras e por 90 % do processamento dos materiais, essenciais na fabricação de equipamentos de defesa, chips e automóveis. Empresas norte-americanas vêm enfrentando vulnerabilidades adicionais em 2024 após Pequim impor restrições a exportações em reação a novas tarifas dos EUA.
O acordo também prevê cooperação em temas como formação de preços, licenciamento ambiental e análise governamental de compras e vendas de ativos do setor.
Paralelamente, o governo dos EUA anunciou aporte para construir uma refinaria avançada de gálio com capacidade de 100 toneladas por ano na Austrália Ocidental e sinalizou até US$ 2,2 bilhões em financiamentos via o Export-Import Bank para projetos de minerais críticos.
Nos últimos meses, Washington já confirmou investimentos em empresas como a mineradora norte-americana MP Materials, a canadense Trilogy Metals e a Lithium Americas, garantindo participação acionária nos empreendimentos.

Imagem: Internet
A expectativa de maior apoio fez as ações de companhias australianas, entre elas a Lynas Rare Earths, registrarem alta antes da assinatura. A Lynas possui contrato com o Departamento de Defesa dos EUA e desenvolve uma planta no Texas.
Comentário sobre submarinos Aukus
No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o acordo trilateral Aukus — que envolve a venda de submarinos norte-americanos e britânicos à Austrália — segue “a todo vapor”. Em março, a Casa Branca anunciara uma revisão dos termos para alinhá-los à política “America First”, gerando dúvidas sobre a entrega dos submarinos. Questionado se a Austrália receberia as embarcações, Trump respondeu: “Eles vão recebê-las”.
Palavras-chave: terras raras, minerais críticos, Austrália, Estados Unidos, China, Anthony Albanese, Donald Trump, Aukus, mineração, gálio
Com informações de BBC News





