Jerusalém – As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram nesta segunda-feira (data local) a recuperação do corpo do sargento-mestre da reserva Ran Gvili, último refém ainda em poder do Hamas na Faixa de Gaza. Gvili foi morto em 7 de outubro de 2023, durante o ataque do grupo palestino ao território israelense, e teve o corpo levado para Gaza.
A operação de busca concentrou-se em um cemitério próximo à Cidade de Gaza no domingo. Segundo o porta-voz militar, informações de inteligência reunidas no fim de semana indicaram que o local ficava “na área da Linha Amarela”, zona que permanece sob controle israelense conforme o acordo de cessar-fogo.
Coordenação com mediadores
O braço armado do Hamas informou ter repassado “todos os detalhes e informações” sobre a localização dos restos mortais a mediadores internacionais. O porta-voz do movimento, Hazem Qassem, declarou que a ação “confirma o compromisso do Hamas com os termos do cessar-fogo”.
Reação do governo israelense
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o resgate como “uma conquista extraordinária”. Ele já havia condicionado o avanço para a próxima etapa do acordo de paz impulsionado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à recuperação de Gvili. Após o resultado positivo, Netanyahu anunciou que o principal ponto de passagem entre Gaza e o Egito, em Rafah, será reaberto quando a operação estiver concluída.
A fase seguinte do plano prevê reconstrução e completa desmilitarização da Faixa de Gaza, com o desarmamento do Hamas e de outras facções palestinas, a criação de uma Força Internacional de Estabilização ainda em formação e a retirada gradual das tropas israelenses.
Família se despede
No funeral, o pai do policial, Itzik Gvili, fez um tributo emocionado: “Você podia ter ficado em casa, mas disse: ‘Pai, não vou deixar meus amigos lutarem sozinhos’”. A irmã, Shira Gvili, afirmou ao Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos sentir “um alívio imenso” apesar da tristeza.
Fim da crise dos reféns
Com a recuperação de Gvili, Israel encerra uma espera de 843 dias desde que 251 pessoas foram sequestradas em 7 de outubro de 2023, ataque que deixou cerca de 1.200 mortos em território israelense. Até então, 20 reféns vivos e os corpos de 27 mortos tinham sido devolvidos em negociações que incluíram a libertação de 250 prisioneiros palestinos e 1.718 detentos de Gaza.

Imagem: Internet
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o resultado em sua rede social, dizendo que “quase todos consideravam impossível” resgatar todos os reféns vivos e mortos.
Dados do Ministério da Saúde administrado pelo Hamas apontam que a ofensiva militar israelense lançada após o ataque já causou 71.660 mortes de palestinos.
Esta é a primeira vez desde 2014 que não há israelenses – vivos ou mortos – mantidos como reféns na Faixa de Gaza.
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Com informações de BBC News





