Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) destinado a transportar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de Belém para a Ilha de Marajó, no Pará, apresentou um problema no motor pouco antes da decolagem, na manhã de quinta-feira (2). A equipe presidencial precisou deixar a aeronave às pressas devido ao risco de incêndio.
A ocorrência foi revelada pelo próprio presidente nesta sexta-feira (3), durante compromisso oficial na capital paraense. “Tivemos que descer do avião com medo que pegasse fogo. Só tenho a agradecer, porque poderia ter acontecido em voo”, declarou Lula à TV Liberal.
Depois da evacuação, a comitiva embarcou em outro avião da FAB para cumprir a agenda no estado, que inclui inspeções em obras ligadas à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), prevista para o próximo mês em Belém.
Mais tarde, Lula visitou a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré para, segundo ele, agradecer pelo desfecho sem maiores consequências.
O episódio se soma a outros problemas recentes envolvendo aeronaves utilizadas pela Presidência. Em outubro de 2024, um defeito técnico obrigou um avião presidencial a voar em círculos por mais de quatro horas sobre o México até consumir combustível suficiente para pousar em segurança. Após aquele caso, Lula pediu ao Ministério da Defesa estudos para a compra de um novo jato, mas o alto custo e o receio de desgaste político interromperam a iniciativa.
Na mesma semana em que relatou o incidente, o governo anunciou novo contingenciamento de R$ 12,1 bilhões em despesas discricionárias, elevação de R$ 1,4 bilhão em relação ao bloqueio anterior.

Imagem: José Cruz
Para esta sexta-feira, estão programadas visitas do presidente às obras de macrodrenagem e urbanização, ao Museu das Amazônias e ao Parque da Cidade, todas ligadas à preparação de Belém para sediar a COP 30.
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Com informações de Gazeta do Povo





