Filha de Robin Williams protesta contra deepfakes do ator após estreia do Sora 2

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Zelda Williams, filha do ator Robin Williams, fez um apelo público nesta segunda-feira para que fãs parem de lhe enviar vídeos criados por inteligência artificial com a imagem de seu pai. “Por favor, parem de me mandar vídeos de IA do papai. Se tiverem decência, deixem de fazer isso comigo, com ele e com todo mundo”, escreveu a atriz em seu Instagram.

A manifestação ocorreu poucos dias depois do lançamento do Sora 2, modelo de vídeo da OpenAI, e do aplicativo social Sora, que permite aos usuários gerar deepfakes altamente realistas de si mesmos, de amigos autorizados e de personagens de desenho animado.

Embora o Sora proíba a criação de vídeos com pessoas vivas — exceto o próprio usuário ou alguém que conceda permissão — a restrição não se estende a quem já morreu. Segundo o Student Press Law Center, a legislação norte-americana não considera crime difamar pessoas falecidas, o que abre espaço para a prática.

A versão disponibilizada por convite já está repleta de clipes de figuras históricas como Martin Luther King Jr., Franklin D. Roosevelt e Richard Nixon, além de celebridades falecidas como Bob Ross, John Lennon, Alex Trebek e o próprio Robin Williams.

Testes realizados pelo TechCrunch mostram que o Sora não gera vídeos de Jimmy Carter, morto em 2024, nem de Michael Jackson, que morreu em 2009, mas aceita a imagem de Williams, falecido em 2014. A OpenAI não esclareceu quais critérios usa para permitir ou bloquear determinadas personalidades.

O recurso “cameo” do Sora permite que pessoas vivas definam instruções de como querem aparecer em conteúdos criados por terceiros, mas nenhum mecanismo semelhante existe para quem já morreu.

Críticos acusam a OpenAI de agir de forma permissiva. Logo após a chegada do Sora, usuários publicaram clipes com personagens protegidos por direitos autorais, como Peter Griffin e Pikachu. O CEO Sam Altman afirmou inicialmente que estúdios teriam de solicitar a exclusão de suas propriedades intelectuais, mas depois recuou diante da pressão da Motion Picture Association.

Considerado o mais realista entre os modelos disponíveis ao público, o Sora intensifica preocupações sobre uso indevido de imagens. Plataformas rivais, como a xAI, oferecem menos barreiras e até permitem deepfakes pornográficos, aumentando o debate sobre a necessidade de regras claras para proteger pessoas vivas e mortas.

Palavras-chave: deepfake, OpenAI, Sora 2, Robin Williams, Zelda Williams, inteligência artificial, direitos autorais, vídeos falsos, celebridades mortas, ética digital

Com informações de TechCrunch

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