As forças armadas dos Estados Unidos atacaram uma embarcação suspeita de transportar drogas em águas internacionais do Oceano Pacífico, informou nesta quarta-feira (13) o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth. De acordo com o chefe do Pentágono, duas pessoas que estavam a bordo morreram e nenhum militar dos EUA ficou ferido.
Segundo Hegseth, o barco já era monitorado por serviços de inteligência e navegava por uma rota conhecida de tráfico. O episódio representa o oitavo ataque de Washington contra embarcações apontadas como ligadas ao narcotráfico desde 2 de setembro, mas é o primeiro realizado no Pacífico.
Em declaração no Salão Oval, o presidente Donald Trump afirmou ter respaldo legal para continuar bombardeando alvos em águas internacionais e disse que poderá pedir aval do Congresso caso decida ampliar as operações para terra firme. “Estamos totalmente preparados”, afirmou, classificando a medida como uma possível “escalada profunda”.
Ao lado de Trump, o secretário de Estado Marco Rubio acrescentou: “Se quiserem deixar de ver barcos de drogas explodindo, parem de enviar drogas para os Estados Unidos”.
Imagens divulgadas pelo Departamento de Defesa mostram uma lancha azul sendo atingida por armamento norte-americano. No X (antigo Twitter), Hegseth escreveu que os “narco-terroristas” não encontrarão “porto seguro em nosso hemisfério”. Em memorando vazado ao Congresso, a Casa Branca sustenta que o país está envolvido em “conflito armado não internacional” contra organizações de tráfico.
Desde o início da campanha, pelo menos 34 pessoas morreram em ataques a supostos barcos de drogas, incluindo a destruição recente de um semissubmersível no Caribe. Dois sobreviventes de investida anterior foram repatriados: um equatoriano,-libertado por falta de provas, e um colombiano que permanece hospitalizado.

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Reportagem da CBS, citando fonte do Pentágono, indica que o ataque mais recente ocorreu perto da costa colombiana. Trump voltou a defender a operação, chamando o narcotráfico de “problema de segurança nacional” e elevou o tom contra o presidente colombiano Gustavo Petro, a quem qualificou como “bandido” e “chefe de drogas”. O republicano alertou que poderá tomar “medidas muito sérias” contra Bogotá e anunciou o fim de subsídios ao país.
Autoridades antidrogas dos EUA estimam que a maior parte da cocaína que chega ao mercado norte-americano cruza o Pacífico pelas costas de Colômbia e Equador, embora apreensões no Caribe venham aumentando. O governo dos EUA mantém cerca de 10 mil militares, além de aviões e navios, destacados para a região como parte da ofensiva.
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Com informações de BBC News





