Austin Russell, bilionário que fundou a Luminar e deixou o cargo de CEO após uma investigação de ética, apresentou proposta para adquirir a própria companhia de sensores lidar. Segundo documento entregue à SEC, a iniciativa pode envolver a compra de outra empresa de tecnologia automotiva pelo seu novo negócio, a Russell AI Labs, seguida de fusão com a Luminar. Fontes próximas afirmam que parte do conselho de nove membros da fabricante encorajou Russell a seguir adiante com o plano.
Mercado de aviação elétrica
A Beta Technologies definiu faixa de preço entre US$ 27 e US$ 33 para sua oferta pública inicial, podendo captar até US$ 825 milhões e alcançar valor de mercado de aproximadamente US$ 7,2 bilhões. A abertura de capital aproveita flexibilização temporária de regras da SEC durante a paralisação do governo dos EUA, que permite tornar registros eficazes após 20 dias sem revisão do órgão.
Já a alemã Lilium, que encerrou operações há um ano, vendeu suas 300 patentes à Archer Aviation por € 18 milhões (US$ 21 milhões). O montante chama atenção diante de mais de US$ 1 bilhão levantado pela startup ao longo da vida.
Rodada de investimentos e fusões
• A indiana Airbound captou US$ 8,65 milhões em seed liderado por Lachy Groom, com participação da Lightspeed e executivos de Tesla, SpaceX e Anduril.
• A londrina Dexory levantou US$ 165 milhões (US$ 100 milhões em Série C mais US$ 65 milhões em dívida) para robótica de armazém.
• A norte-americana FleetWorks recebeu US$ 17 milhões para seu despachante logístico baseado em IA, sendo US$ 15 milhões na Série A liderada pela First Round Capital.
• Pony.ai e WeRide obtiveram autorização de reguladores chineses para buscar listagens secundárias na Bolsa de Hong Kong. Ambas já negociam na Nasdaq.
• A Starship Technologies, de entregas autônomas em calçadas, conseguiu US$ 50 milhões em Série C.
• A francesa Upciti captou US$ 20 milhões em Série A para software de cidades inteligentes.
• A indiana Zepto arrecadou US$ 450 milhões antes de seu IPO, segundo a Bloomberg.
Reguladores e grandes montadoras
A Junta Nacional de Segurança no Transporte dos EUA (NTSB) concluiu que o submersível Titan, da OceanGate, não atendia aos padrões de fabricação, contribuindo para o acidente que matou cinco pessoas.
A Stellantis assinou acordo não vinculante com a Pony.ai para desenvolver robotáxis na Europa, enquanto destina US$ 13 bilhões para reforçar fábricas nos EUA até 2029. Apenas um dos cinco novos modelos previstos será eletrificado, sinalizando recuo na estratégia de eletrificação.
Gig economy e serviços autônomos
A Uber passou a oferecer microtarefas digitais, como envio de fotos, para treinamento de modelos de inteligência artificial.
A Waymo planeja iniciar serviço comercial de robotáxi em Londres em 2026, sua segunda expansão internacional após Tóquio. Paralelamente, fechou acordo plurianual com a DoorDash para entregas sem motorista na área de Phoenix.
Com informações de TechCrunch
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