Tel Aviv – Quatro cidadãos italianos foram expulsos de Israel após serem detidos durante a interceptação de embarcações da Global Sumud Flotilla (GSF), que levava ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza, informou nesta sexta-feira (7) o Ministério das Relações Exteriores israelense.
Segundo a pasta, mais de 470 pessoas foram detidas pela polícia e a maioria ainda passa por processo de deportação. A última embarcação do grupo, a Marinette, foi parada pela Marinha israelense na manhã desta sexta-feira, a cerca de 42,5 milhas náuticas da costa de Gaza, em águas internacionais.
Em nota, o governo de Israel classificou a flotilha como “provocação” e afirmou que os navios foram advertidos a mudar de rota por estarem “se aproximando de zona de combate ativa e violando um bloqueio naval legal”. A GSF, por sua vez, considera as abordagens “ilegais” e alega que muitos ativistas foram atingidos por canhões d’água durante a operação.
O ministério israelense garantiu que todos os detidos “estão seguros e em boa saúde” e disse desejar concluir as deportações “o mais rapidamente possível”. Entre os passageiros estava a sueca Greta Thunberg, mencionada pela chancelaria sem detalhar sua situação.
A interceptação das 42 embarcações da flotilha motivou protestos em diversos países, incluindo uma greve geral na Itália. Dados de rastreamento marítimo mostravam, na manhã desta sexta, cinco barcos apreendidos na véspera atracados na base naval de Ashdod, enquanto o navio porta-contêineres liberiano MSC Johannesburg abrigava parte dos detidos no porto da mesma cidade.

Imagem: Internet
A BBC questionou as Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre a devolução das embarcações e o período de detenção dos ativistas, mas não obteve resposta até o momento.
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Com informações de BBC News





