Israel recorda ataque de 7 de outubro enquanto seguem negociações por acordo em Gaza

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Jerusalém / Tel Aviv / Gaza – Cerimônias em todo o território israelense marcaram, nesta terça-feira (7), dois anos do ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, data que deixou mais de 1.200 mortos e 251 pessoas levadas como reféns para a Faixa de Gaza. Paralelamente, representantes de Israel e Hamas mantiveram, em Sharm el-Sheikh, Egito, o segundo dia de negociações indiretas para tentar pôr fim à guerra.

Em comunicado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o país vive “uma dor imensa” combinada a “resiliência milagrosa”. Ele reiterou os três objetivos do governo: devolver todos os sequestrados, eliminar o Hamas e impedir que Gaza volte a representar ameaça.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, a ofensiva israelense iniciada após o ataque já resultou em mais de 67 mil mortos no enclave. A ONU e outras organizações internacionais consideram os números da pasta geralmente confiáveis.

Cerimônias e homenagens

Embora o governo tenha adiado o ato oficial para 16 de outubro, depois das festas judaicas, eventos independentes ocorreram em várias cidades. Em Tel Aviv, um memorial organizado por familiares das vítimas foi transmitido por emissoras locais, e uma sirene de um minuto foi ouvida em todo o país.

No sítio do festival de música Nova, perto de Re’im — onde 378 pessoas foram assassinadas e dezenas sequestradas —, israelenses acenderam velas e depositaram flores. O som de bombardeios na vizinha Faixa de Gaza podia ser ouvido a poucos quilômetros dali.

Negociações no Egito

Mediadores egípcios conduziram nova rodada noturna a partir das 19h (horário do Cairo). Um alto funcionário palestino relatou que a sessão matinal terminou sem avanços concretos, devido a divergências sobre mapas de retirada israelense e garantias exigidas pelo Hamas para evitar retomada dos combates após a primeira fase do acordo.

De acordo com a mesma fonte, discutem-se cinco pontos centrais: cessar-fogo permanente; troca de reféns por prisioneiros palestinos; retirada total de tropas israelenses; fluxo de ajuda humanitária; e administração de Gaza no pós-guerra.

Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que atuam em nome do presidente Donald Trump, devem chegar ao Egito na quarta-feira. “Temos uma boa chance de firmar um acordo duradouro”, declarou Trump em Washington.

Situação dos reféns e opinião pública

Israel calcula que 48 pessoas ainda estejam em poder do Hamas; 20 delas seriam vivas. Pesquisas recentes indicam que cerca de 70% dos israelenses são favoráveis a encerrar a guerra em troca da libertação dos sequestrados.

Israel recorda ataque de 7 de outubro enquanto seguem negociações por acordo em Gaza - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Diante da residência de Netanyahu, manifestantes defenderam concessões para garantir o retorno dos reféns, mas pediram salvaguardas de segurança. “Precisamos fazer todo compromisso necessário”, disse a protestante Atalia Regev.

Conflito em curso e crise humanitária

Mesmo durante as conversas, forças israelenses mantiveram bombardeios sobre Gaza. Ataques aéreos e de artilharia foram relatados em bairros de Gaza City e no campo de refugiados de Shati. O hospital Al-Shifa recebeu seis corpos até a tarde; Nasser, em Khan Younis, informou a entrada de mais dois.

O porta-voz do Unicef James Elder descreveu corredores lotados de mães e crianças feridas em Nasser, onde bebês prematuros dividem leitos e oxigênio. O ministério da Saúde local afirma que 25 dos 38 hospitais de Gaza estão fora de serviço, e os restantes operam parcialmente.

Na manhã de terça, um foguete disparado do norte de Gaza acionou sirenes em Netiv HaAsara, no sul de Israel. O projétil caiu em área aberta, sem registro de vítimas.

Desde o início da guerra, a entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza sem acompanhamento militar israelense permanece proibida, dificultando a verificação independente de informações.

Palavras-chave: Gaza, Israel, Hamas, reféns, cessar-fogo, Netanyahu, Trump, Sharm el-Sheikh, ataques aéreos, hospitais

Com informações de BBC News

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