O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por videoconferência com o presidente norte-americano Donald Trump na manhã desta segunda-feira (6). O diálogo, que durou cerca de 30 minutos, foi considerado “positivo” pelo Palácio do Planalto.
Segundo nota oficial, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros e o cancelamento de medidas restritivas contra autoridades do país, entre elas a inclusão do ministro Alexandre de Moraes (STF) na Lei Magnitsky e a suspensão de vistos de aliados do governo.
Negociações futuras
Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar continuidade às tratativas com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Os dois chefes de Estado acertaram um encontro presencial “em breve” e cogitam que ele ocorra na cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, ainda este mês. Lula renovou o convite para que Trump participe da COP 30, em 2028, em Belém (PA), e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos.
Contexto do impasse comercial
A videoconferência foi articulada após Trump impor, em julho, um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. Desde então, Brasília buscava abrir um canal de diálogo. A aproximação ganhou fôlego depois de um breve encontro entre os dois presidentes nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no fim de setembro, quando ambos destacaram “boa química”.
Participantes da ligação
Do lado brasileiro, acompanharam a conversa o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social), além do assessor especial Celso Amorim. Os presidentes também trocaram contatos para manter comunicação direta.

Imagem: José Cruz
Palavras-chave: Lula, Donald Trump, tarifas, relações Brasil-EUA, videoconferência, Lei Magnitsky, Marco Rubio, Geraldo Alckmin, Mauro Vieira, COP 30
Com informações de Gazeta do Povo





