Menlo Park (EUA) – A Novoloop, startup de reciclagem de plástico, assinou um acordo com a fabricante chinesa Huide Science and Technology para fornecer o poliól utilizado na produção de termoplástico poliuretano (TPU) em escala comercial.
O contrato marca um avanço crucial para a empresa californiana, que busca superar o “vale da morte” enfrentado por startups de hardware que já comprovaram sua tecnologia, mas ainda não geram receita suficiente.
Segundo a cofundadora e CEO Miranda Wang, a Novoloop produzirá o poliól a partir de resíduos pós-consumo de polietileno – como sacolas plásticas –, um dos materiais mais difíceis de reciclar. O TPU resultante é aplicado em diversos produtos, de tênis a dispositivos médicos.
Atualmente, a capacidade de fornecimento da companhia é limitada. Em 2025, a Novoloop colocou em operação uma planta-piloto na Índia capaz de produzir dezenas de toneladas do material por ano, volume suficiente para projetos-piloto, incluindo um para o setor de calçados que será anunciado nos próximos meses. A empresa já forneceu o material Lifecycled para a sola do tênis Cloudprime, da suíça On.
Wang afirmou que acordos semelhantes ao fechado com a Huide serão determinantes para a expansão do negócio. A prioridade em 2026 será concluir novos contratos de clientes e garantir financiamento para unidades de escala comercial.
A previsão é que a primeira planta industrial comece a operar no início de 2028, com capacidade para produzir polióis suficientes para 16 mil toneladas anuais de TPU. Quando atingir esse volume, a Novoloop espera igualar o preço dos TPUs virgens disponíveis no mercado.
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Com informações de TechCrunch





