São Francisco (EUA) — A OpenAI sofreu críticas de nomes de peso da comunidade de inteligência artificial após alardear que o modelo GPT-5 teria solucionado dez problemas de Erdős antes considerados sem resposta.
A polêmica começou em 19 de outubro de 2025, quando o vice-presidente da OpenAI, Kevin Weil, publicou — e depois apagou — um tuíte comemorando a “descoberta” de respostas para dez conjecturas de Paul Erdős e avanços em outras 11. Pouco depois, o cientista-chefe de IA da Meta, Yann LeCun, classificou a reação negativa como um “tiro saindo pela culatra”. Já Demis Hassabis, presidente-executivo do Google DeepMind, descreveu o episódio como “constrangedor”.
As afirmações de Weil foram questionadas pelo matemático Thomas Bloom, responsável pelo site Erdos Problems. Ele esclareceu que os tópicos citados permaneciam listados como abertos no portal porque não havia registro, por parte dele, de trabalhos que os resolvessem. Segundo Bloom, o GPT-5 apenas localizou referências na literatura matemática para soluções que ele próprio desconhecia, o que, portanto, não configura descoberta inédita.
O pesquisador da OpenAI Sebastien Bubeck, que também divulgara os supostos feitos do modelo, reconheceu em seguida que se tratava de soluções já publicadas. Ainda assim, argumentou que encontrar esses trabalhos na vasta produção acadêmica é “uma conquista real”.
O post inicial de Kevin Weil foi apagado poucas horas após a publicação. A OpenAI não emitiu novo comentário até o momento desta reportagem.

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Palavras-chave: OpenAI, GPT-5, matemática, problemas de Erdős, Yann LeCun, Demis Hassabis, Kevin Weil, Thomas Bloom
Com informações de TechCrunch





