Parlamentares do Partido Liberal (PL) reagiram nesta quarta-feira (22) à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que mandou reabrir uma investigação contra o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.
O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou que todas as iniciativas do partido “foram conduzidas de forma transparente e democrática, sempre com o objetivo de fortalecer a segurança e a confiabilidade do sistema eleitoral”. Ele reiterou apoio irrestrito a Costa Neto.
Também na Câmara, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) classificou a medida como “perseguição inaceitável”. Segundo ele, “questionar, propor melhorias e buscar mais transparência no processo eleitoral não é crime, é um direito democrático”. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) reforçou a crítica, ao afirmar que a contestação das urnas eletrônicas não deveria ser criminalizada.
No Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou que a decisão seria “apenas uma desculpa para alcançar seu objetivo de cassar o registro do PL”. O senador defendeu a aprovação de uma anistia como forma de interromper as condenações relacionadas aos protestos pós-eleitorais.
A investigação retomada tem origem em representação do PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pedia verificação das urnas eletrônicas usadas no primeiro turno da eleição de 2022, vencida pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Moraes, então presidente do TSE, determinou que o partido incluísse o segundo turno no pedido; diante da negativa, aplicou multa de quase R$ 23 milhões ao PL por litigância de má-fé.

Imagem: André Borges
Com a reabertura, Costa Neto pode vir a ser incluído entre os investigados por suposta estratégia de “desacreditar a Justiça Eleitoral” e obter apoio popular para ações golpistas, conforme apontado pelo ministro no voto que tratou do caso.
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Com informações de Gazeta do Povo





