O presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, afirmou que deixará o cargo se, em até um ano, não conseguir acabar com os apagões e demais problemas que motivam protestos de jovens no país.
A declaração foi dada em um encontro no Palácio Iavoloha, em Antananarivo, com apoiadores de diferentes setores. No formato de assembleia pública, participantes fizeram perguntas e apresentaram críticas diretamente ao chefe de Estado.
Prazo de 12 meses
Rajoelina garantiu que novos projetos de geração vão adicionar 265 megawatts à rede elétrica nacional e encerrar os cortes de energia. “Se os apagões continuarem na capital dentro de um ano, eu renuncio”, prometeu.
Reação do movimento Gen Z Mada
O grupo Gen Z Mada, que lidera as manifestações iniciadas em 25 de setembro, recusou o convite para o diálogo. Em redes sociais, a organização disse não conversar com um governo que “reprime, agride e humilha a juventude nas ruas”.
Após o vencimento de um ultimato de 48 horas para que o presidente se retirasse, o movimento convocou greve nacional para esta quinta-feira. Embora a adesão ainda seja incerta, os organizadores insistem que “o povo malgaxe não se submete”.
Crise política e social
Os protestos começaram por causa da escassez de água e eletricidade, mas evoluíram para críticas à corrupção, ao alto desemprego e ao custo de vida. Segundo a ONU, 22 pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança, número contestado pelas autoridades.

Imagem: Internet
Na semana passada, Rajoelina demitiu todo o gabinete e, nesta segunda-feira, nomeou um general do Exército como novo primeiro-ministro — medida rejeitada pelos manifestantes.
Rajoelina chegou ao poder em 2009, após liderar atos populares que culminaram na destituição do então presidente Marc Ravalomanana. Apesar das atuais mobilizações, a rotina segue normal na maior parte de Antananarivo, com bloqueios e policiamento reforçado apenas em alguns bairros.
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Com informações de BBC News





