Tel Aviv, — Vinte reféns israelenses que permaneciam vivos em Gaza desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 foram libertados nesta segunda-feira (data local) e já estão com as famílias em Israel, encerrando um período de dois anos de cativeiro.
Entre os libertados está Matan Zangauker, 25 anos. Em vídeo divulgado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), ele aparece sorrindo ao abraçar a mãe, Einav, que desde 2023 se tornou um dos rostos mais conhecidos da campanha pela troca de prisioneiros. “Você é minha vida. Meu herói”, disse ela durante o reencontro.
Reuniões emocionantes e celebrações
Imagens transmitidas em telões na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, mostraram as chegadas de Matan e dos demais libertados, acompanhadas por aplausos de centenas de pessoas que agitavam bandeiras de Israel e dos Estados Unidos. O local já havia sido palco, dias antes, de comemorações pela trégua acertada entre Israel e Hamas dentro do plano de paz mediado pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Os reféns foram retirados de pontos de encontro em Gaza pela Cruz Vermelha Internacional e levados a centros de recepção próximos à fronteira. De lá, foram transportados de helicóptero a hospitais israelenses, onde iniciaram tratamentos físicos e psicológicos.
Histórias individuais
Eitan Horn, também capturado no kibutz Nir Oz, reencontrou os parentes que já haviam recebido o irmão Yair durante uma trégua em fevereiro. A família prometeu “abraços, muito amor e acompanhamento em todo o processo de recuperação”.
Evyatar David, 24 anos, levado do festival de música Nova e visto extremamente magro em vídeo divulgado pelo Hamas em agosto, chegou a um centro médico nos arredores de Tel Aviv sob aplausos. Em nota, seus familiares afirmaram: “Depois de dois anos de sofrimento, começa agora uma nova jornada de cura”.
Corpos ainda aguardados
Apesar da libertação dos sobreviventes, persistem incertezas sobre os reféns mortos. O Hamas anunciou que entregaria apenas quatro corpos de um total de 28 nesta segunda-feira. A IDF informou que realizará exames forenses antes de identificar oficialmente os restos mortais.

Imagem: Internet
Segundo cópia do acordo de cessar-fogo divulgada pela imprensa israelense, todos os corpos deveriam ser repassados até 12h (09h GMT) do mesmo dia, mas o documento reconhece que grupos palestinos podem não localizar todos a tempo. O pacto prevê ainda a soltura de aproximadamente 250 prisioneiros palestinos condenados por crimes graves e de cerca de 1.700 detidos de Gaza sem acusação formal.
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel exigiram que o Hamas “cumpra integralmente o acordo”. Já a família de Zangauker declarou que não haverá “encerramento completo” enquanto todos os reféns, vivos ou mortos, não retornarem.
Palavras-chave: reféns, Gaza, Hamas, Israel, Tel Aviv, libertação, Cruz Vermelha, cessar-fogo, Donald Trump, Nir Oz
Com informações de BBC News





