Trump volta a ameaçar taxa de 100% para filmes produzidos fora dos EUA

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Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta segunda-feira (data local) a intenção de aplicar uma tarifa de 100% a todos os filmes que não sejam produzidos em território norte-americano, alegando que a indústria cinematográfica do país vem sendo “roubada” por outras nações.

Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que a medida “resolverá esse problema de longa data” e citou a Califórnia como estado “particularmente afetado” pela perda de produções internacionais. Trump não especificou quando a cobrança entrará em vigor nem se abrangerá títulos disponibilizados em plataformas de streaming, como Netflix, além dos exibidos em salas de cinema.

Reações imediatas

A Câmara de Comércio do Canadá manifestou “profunda preocupação” com a proposta, lembrando que estúdios norte-americanos dependem de instalações, equipes e talentos canadenses. A vice-presidente de política internacional da entidade, Catherine Fortin-LeFaivre, disse que a tarifa pode “encarecer projetos, sufocar investimentos e prejudicar milhares de empregos de classe média” nos dois países.

Para Dan Coatsworth, analista da AJ Bell, o anúncio levanta dúvidas práticas. “É difícil definir um filme ‘feito nos EUA’ quando parte das filmagens ocorre fora ou há financiamento internacional”, observou. Ele acrescentou que custos mais altos podem ser repassados ao consumidor, afetando estúdios, serviços de streaming e redes de cinema. Segundo o especialista, o mercado acionário tratou a ameaça com ceticismo: papéis de empresas como Netflix e Disney recuaram brevemente e depois se recuperaram.

Produções recentes no exterior

Diversos grandes lançamentos de estúdios norte-americanos foram rodados fora do país, entre eles “Deadpool & Wolverine”, “Wicked” e “Gladiator II”. Dados da consultoria ProdPro indicam que, mesmo mantendo posição de destaque global, os EUA registraram US$ 14,54 bilhões em gastos de produção em 2023, queda de 26% em relação a 2022. Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Reino Unido apresentaram aumento no mesmo período.

O governo britânico informou aguardar detalhes para avaliar impactos sobre sua indústria audiovisual, que emprega milhões e movimenta bilhões de libras, conforme o Departamento de Negócios e Comércio.

Outras tarifas anunciadas

No mesmo dia, Trump divulgou novas cobranças: 10% sobre importações de madeira de pinho e 25% sobre gabinetes de cozinha, cômodas de banheiro e móveis estofados de madeira. As taxas entram em vigor em 14 de outubro, com possibilidade de aumentos adicionais em 2025 para países que não firmarem acordo com Washington.

Palavras-chave: Trump, tarifas, Hollywood, filmes, indústria cinematográfica, Canadá, streaming, Estados Unidos, comércio, impostos

Com informações de BBC News

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