Washington, 10 min atrás – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou o envio de 300 militares da Guarda Nacional para Chicago, alegando necessidade de conter o que classificou como “crime fora de controle” na cidade administrada por democratas.
A decisão foi anunciada poucas horas depois de o Departamento de Segurança Interna (DHS) relatar confronto entre manifestantes e agentes de imigração. Segundo a pasta, uma mulher armada foi baleada após participantes do protesto colidirem veículos contra carros oficiais do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A ferida dirigiu-se sozinha a um hospital; o estado de saúde não foi informado.
A movimentação de tropas federais enfrenta resistência local. O governador de Illinois, J.B. Pritzker, declarou que Trump “tenta fabricar uma crise”, enquanto autoridades estaduais e municipais vêm questionando a legalidade da medida. Pela legislação norte-americana, a Guarda Nacional costuma ser mobilizada pelos governadores, e normas centenárias limitam o uso das Forças Armadas em assuntos internos.
O envio para Chicago ocorre em meio a disputas semelhantes em outras cidades governadas por democratas, como Washington, Los Angeles, Memphis e Portland. Nesta última, a juíza federal Karin Immergut suspendeu temporariamente o destacamento de 200 militares, ao considerar que as declarações presidenciais sobre a situação local estavam “desconectadas dos fatos” e violavam a Constituição ao ignorar a soberania do Oregon.
Em pronunciamento recente a líderes militares, Trump afirmou que deseja usar centros urbanos como “campos de treinamento” para tropas, a fim de combater o que chamou de “inimigo interno”. “São lugares muito inseguros e vamos colocá-los em ordem um a um”, disse, citando Chicago como exemplo.
Embora o presidente destaque a violência na cidade, dados do Conselho de Justiça Criminal apontam redução de um terço nos homicídios entre janeiro e junho em comparação com o mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, os números absolutos continuam acima da média de outras metrópoles dos EUA; durante o feriado do Dia do Trabalho, em setembro, ao menos 58 pessoas foram baleadas, oito delas fatalmente.

Imagem: Internet
Até o momento, não há confirmação oficial de que os 300 militares já tenham sido mobilizados.
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Com informações de BBC News





